OKR para operações e logística: 24 exemplos de produtividade e custo

Por Érico Rodrigues5 min de leitura
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Um OKR de operações precisa de pelo menos um indicador de produtividade e um de qualidade, porque os dois se movem em direções opostas quando pressionados. Produzir mais por hora é fácil aceitando mais defeito. Abaixo estão 24 exemplos com número, unidade e prazo, em produtividade, qualidade, prazo de entrega, custo e segurança.

Por que produtividade precisa de par?

Porque a forma mais rápida de aumentar peças por hora, pedidos separados por turno ou atendimentos por dia é baixar o cuidado. O time não faz isso de má fé: ele responde ao que está sendo medido, e o defeito só aparece depois, na devolução, no retrabalho ou no chamado.

Se você persegueColoque ao lado
Peças ou pedidos por horaÍndice de retrabalho ou de devolução
Redução de custo por unidadePrazo de entrega cumprido
Ocupação da equipePrazo de atendimento da fila
Redução de estoqueRuptura
Velocidade de expediçãoErro de separação
Os pares que a operação precisa manter juntos

24 exemplos de OKR para operações e logística

Produtividade

Os números são ilustrativos e mostram a forma. Troque cada um pelo seu: OEE e retrabalho dependem tanto do processo e do equipamento que a régua de outra fábrica não diz nada sobre a sua. Se você ainda não mede, a primeira tarefa do ciclo é a linha de base.

  • Elevar de 62% para 78% o rendimento operacional global do equipamento crítico até 31/12
  • Elevar de 84 para 130 os pedidos separados por operador por turno
  • Reduzir de 22% para 8% o tempo de setup sobre o tempo total de máquina
  • Reduzir de 31% para 12% o tempo ocioso por espera de material
  • Elevar de 71% para 90% a aderência ao plano diário de produção

Qualidade e retrabalho

  • Reduzir o índice de retrabalho de 9,4% para 3,0%
  • Reduzir de 2,1% para 0,4% os pedidos entregues com item errado
  • Reduzir de 6,8% para 2,0% as devoluções por avaria no transporte
  • Reduzir de 14 para 3 as não conformidades por auditoria interna
  • Elevar de 30% para 85% os processos críticos com procedimento escrito e seguido
  • Reduzir de 41% para 15% os defeitos detectados só pelo cliente

Prazo e nível de serviço

  • Elevar de 74% para 95% os pedidos entregues na data prometida ao cliente
  • Reduzir o prazo médio de expedição de 3,2 dias para 1 dia
  • Reduzir de 18% para 5% os pedidos que passam mais de 48h parados sem motivo registrado
  • Elevar de 88% para 99% os pedidos separados sem erro
  • Reduzir de 9 para 2 dias o tempo de ciclo do pedido, do aceite à entrega

Custo por unidade e por pedido

  • Reduzir o custo por pedido processado de R$ 14,80 para R$ 9,00
  • Reduzir o custo de frete sobre a receita de 6,2% para 3,8%
  • Elevar de 68% para 88% a ocupação média do veículo na saída
  • Reduzir de 12% para 4% as horas extras sobre a folha da operação
  • Reduzir de R$ 42 mil para R$ 18 mil a perda mensal por vencimento ou avaria em estoque

Segurança e pessoas

  • Reduzir de 9 para 2 os acidentes com afastamento no ano
  • Elevar de 41% para 95% os colaboradores da operação com treinamento de segurança em dia
  • Reduzir o absenteísmo da operação de 6,1% para 3,0%

Por que ocupação alta não é eficiência?

É o achado que mais surpreende quem vem de gestão de operação por intuição. Uma equipe ocupada 98% do tempo parece o ideal e é o pior cenário possível para o prazo, porque não sobra folga para absorver variação. Qualquer imprevisto vira fila, e a fila cresce mais rápido que a capacidade de reduzi-la.

Na prática, o prazo de atendimento começa a subir de forma acentuada em torno de 80 a 85% de ocupação. Uma operação a 95% entrega mais devagar que a mesma operação a 80%, e o gestor que olha só ocupação conclui exatamente o contrário.

Por isso "elevar a ocupação" é um resultado-chave que raramente vale a pena, e "reduzir o prazo da fila" quase sempre vale. O segundo, quando perseguido, costuma até baixar a ocupação, e a operação inteira melhora.

Como medir retrabalho sem sistema?

Retrabalho é o custo mais alto e menos medido da operação, porque ele não tem nota fiscal. Ninguém emite documento quando refaz uma peça, reseparar um pedido ou refazer um serviço, e o custo simplesmente some dentro da folha.

O jeito mais barato de começar é contar eventos, não horas: quantas vezes por semana algo precisou ser refeito. Uma marcação simples por quem executa, sem julgamento e sem nome, dá uma linha de base em duas semanas. A conversão em custo vem depois; a contagem sozinha já muda a discussão.

Perguntas frequentes

Operação deve ter OKR ou só indicador?
Depende de haver algo a mudar. Uma operação estável dentro da faixa aceitável é mais bem servida por painel de indicadores com limite de normalidade. OKR entra quando existe uma mudança a perseguir: um gargalo, um custo fora da curva, um prazo que está custando cliente.
Como envolver quem está no chão de fábrica ou no galpão?
Com o indicador visível no lugar onde o trabalho acontece e atualizado em ritmo que faça sentido para quem executa, que costuma ser diário e não trimestral. Um OKR que só existe numa reunião de escritório não muda comportamento nenhum na operação, por melhor que esteja escrito.
Vale usar OKR em operação com sazonalidade forte?
Vale, alinhando o ciclo à temporada em vez do trimestre de calendário. Um ciclo que começa em outubro e termina em janeiro faz muito mais sentido para varejo e logística que um que corta o pico ao meio. O método não exige trimestre; exige ciclo fechado com começo e fim.
Segurança pode ser resultado-chave?
Pode, e sempre como redução de acidente, de afastamento ou de condição insegura identificada e não corrigida. O que não funciona é meta de elevar treinamentos realizados, que é atividade e costuma subir sem que nada mude no galpão. Vale lembrar que segurança é o único indicador desta lista em que a empresa não negocia trocar resultado por velocidade.
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